terça-feira, 23 de abril de 2013

Palavras de Areia - Já nas bancas de Jundiaí!


Já está nas bancas de Jundiaí e região o livro "Palavras de Areia" em prol do GRENDACC (Grupo em Defesa da Criança com Câncer). 




E no dia 10 de maio de 2013 (sexta) às 19:00 horas, apresentarei o livro na Biblioteca Municipal "Prof. Nelson Foot" - R. Dr. Cavalcanti, 396 - Jundiaí-SP

Você está convidado! 



Matéria no Jornal Bom Dia de hoje:



Obrigado, Larissa, Michele, Vera e a todos do Jornal Bom Dia, pela divulgação! Agradeço também a Prefeitura de Jundiaí, a Distribuidora Paulista, a todos os jornaleiros, a Editora In House e todas as pessoas envolvidas neste projeto em prol do GRENDACC. Muito obrigado!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Chave de Ouro

A Academia Jacarehyense (assim mesmo, com a velha grafia) de Letras promove o Festival Chave de Ouro, em que seleciona os melhores sonetos de cada ano. Neste, tive a grata surpresa de ver meu soneto ser premiado como o melhor de 2012. Honraria que me permitiu receber a "Chave de Ouro"!

Soneto me lembra coisa velha...

Coisa velha, como a estação de trem abandonada no centro de Jacareí, apontada por um senhor que me acompanhou até o local da premiação.



Seu Aparecido poderia ter apenas apontado a direção, quando lhe questionei sobre um endereço anotado em um pedaço de papel. Poderia ter apenas me explicado o caminho com "siga em frente", "vire a direita" e na quinta instrução eu já teria me perdido. Como seguir caminhos indicados, escrever sonetos parece difícil, já que devemos seguir instruções precisas...

Ao invés de apenas apresentar as tais instruções para o meu caminho, seu Aparecido resolveu "sonetá-lo" comigo. Ora, para escrever um soneto há que se seguir a fórmula dos dois quartetos e dois tercetos, assim como dois quarteirões seguidos de praça com coreto. Veja que seu Aparecido me acompanhou até o local desejado, versejando sobre os caminhos de Jacareí, trocando um dedo de poesia sobre tempos já idos. Bons tempos. Eis a alma do soneto, muito mais do que mera métrica...

Soneto me lembra coisa velha: a boa e velha cortesia dos que ainda sabem sonetar caminhos. Foi assim que naquela cidade senti-me mais do que bem vindo, um velho conhecido de novas calçadas.

Recebi ou não, em Jacareí, a chave de ouro?






Meus agradecimentos ao seu Aparecido, ao presidente  Benedicto Sérgio Lencioni e a todos da Academia Jacarehyense de Letras!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A caravana da ilusão

"A caravana da ilusão chegou à Chapada dos Guimarães. Um velho jipe Rural estacionou em frente à igrejinha de Nossa Senhora de Santana. A porta abriu e uma companhia de atores mambembes saltou. No capô do velho jipe empoeirado um cartaz com o nome da peça a ser apresentada: "A caravana da ilusão", do mestre Alcione Araújo. E atrás dessa caravana, eu fui". (Além do Horizonte, pag 97)




Naqueles dias em que meu lar era uma barraca no mato, em uma praça de uma pequena cidade, conheci Alcione Araújo. Não o autor, mas a sua obra. Estava perdido, assim como os personagens de sua peça diante de uma bifurcação:

"Qual dos dois caminhos seguir?"

"Pergunte, então, qual dos três. Há também o caminho de volta..."

Como eu queria voltar no tempo, para mudar algumas coisas de meu passado. Mas eis que a Caravana da Ilusão me aponta o caminho:

"Para trás já conhecemos tudo"...

É preciso seguir em frente. Esta mensagem, naquele difícil momento de minha vida, surtiu um efeito tão grande que fez o meu sonho de me tornar escritor crescer ainda mais dentro de mim. Se eu pudesse escrever algo que um dia tocasse o coração de alguém, como Alcione Araújo havia feito comigo naquele momento, eu saberia que viver o meu sonho teria realmente valido a pena.

Cinco anos depois, como eu poderia imaginar que eu me sentaria à mesma mesa que o mestre Alcione Araújo? Sonhos são possíveis. Alcione me cumprimentou, como se eu fosse um escritor. Talvez eu fosse, talvez eu seja, mas o que realmente importa é que ele me convidou para viajar, em sua caravana da ilusão poética.




Muito obrigado, mestre Alcione Araújo! Que a sua caravana prossiga, além do horizonte...






sábado, 10 de novembro de 2012

Gratidão


Neste ano, que já está chegando ao fim, relembro os meses que se passaram com um sorriso de gratidão ainda presente. 
Anteontem, fui premiado em Ponte Nova-MG e hoje, estou sendo premiado em Fortaleza-CE. Como gostaria de poder comparecer a todos estes eventos! Infelizmente, às vezes, apenas minhas palavras podem comparecer... Eis abaixo duas mensagens que foram lidas durante as cerimônias de premiação, que gostaria de compartilhar não apenas com a ALACE e a ALEPON, mas com todos os organizadores de premiações literárias pelo Brasil afora! Obrigado a todos!





Agradecimento à Academia de Letras e Artes do Ceará

Gratidão. Escrevi em minha crônica, agraciada neste II Concurso Nacional da Academia de Letras e Artes do Ceará, que minha querida avó havia me ensinado que o caminho da felicidade é o caminho da gratidão. Não poderia haver ocasião melhor do que esta para constatar que isso é verdade. Sinto-me extremamente grato a todos da ALACE. Sinto-me extremamente feliz.
A gratidão se estende a todos os que promovem concursos literários: academias de letras e artes, prefeituras, universidades, sites e blogs, institutos culturais e todas as pessoas que se dispõe, assim como a ALACE, a valorizar a cultura das letras. Não fossem os concursos literários, talvez o meu maior sonho teria morrido. Cogitava desistir do sonho de me tornar escritor, por entender que seria preciso pagar contas, sobreviver. Dei a mim o ultimato: ou ganhava algum dinheiro com a escrita até o fim de 2009 ou eu a abandonaria. Foi então que ao final daquele ano, em um concurso literário de minha cidade, ganhei a minha primeira remuneração por minhas letras. A partir de então, continuei firme e hoje não apenas sobrevivo, mas vivo da literatura.
Digo que vivo, pois a experiência da escrita me leva a viver intensamente. No mês passado, retornei de uma peregrinação literária, em que percorri 10 mil quilômetros em busca das paisagens que inspiraram meus autores norte-americanos preferidos. Tal emoção só foi possível graças a um prêmio literário que recebi da UNIFOR, por um livro de poesias, que foi publicado pela universidade como parte da premiação. E creio que este é um prêmio maior do que o monetário, proporcionar que as palavras de um escritor sejam semeadas, para que os leitores as colham com a leitura. Portanto, Fortaleza e o Ceará já estão acostumados a me proporcionar largos sorrisos de gratidão.
Pela realização deste sonho literário, sou grato a tantas pessoas: à minha família, à minha musa-esposa, aos amigos. E não me importa se quem não me conhece continua a perguntar a minha profissão após revelar que sou escritor... Ou se continuam a se espantar ao descobrirem que moro em um pequeno quarto desativado de asilo, cedido gratuitamente por um amigo, para que possa me dedicar ao ofício de ser escritor. Não tenho carro, moto,  roupas de marca, smartphones, qualquer luxo. Para mim, basta ter a imensa felicidade de poder ser grato a tantas pessoas, não por ter o que tenho, mas por ser o que sou: um escritor feliz.
Por isso, mais uma vez, o meu muito obrigado a todos que incentivam a cultura, colhendo gratos sorrisos, como o que estou a sorrir enquanto escrevo isto: Muito obrigado!        
                                                                                                 
André Kondo (São Paulo, 10/11/2012)




Agradecimento à Academia de Letras, Ciências e Artes de Ponte Nova


Agradeço pela alegria de ser um dos agraciados com o Prêmio “Professor Mário Clímaco”, ao mesmo tempo em que peço desculpas pela minha física ausência.
Queria ir a Ponte Nova. Queria abraçar cada acadêmico da ALEPON, cada ponte-novense. Na verdade, ainda quero. Por isso, tento fazer isso com palavras.
Em 2006, como andarilho, caminhei pelas estradinhas de Minas. Naquela época, sem um centavo no bolso para gastar, encontrei o carinho mineiro. Fui acolhido durante a tempestade, adocei minha boca e minha alma com os doces oferecidos pelo caminho. Ao fim de minha jornada, escrevi um livro. Sei que, ao não ir a Ponte Nova nesta noite especial, deixarei de sentir mais uma vez o ar de Minas e o abraço mineiro. Mas, não me entristeço, pois ao saber que minhas palavras foram lidas em Ponte Nova, sinto-me um pouco presente aí com vocês. Creio que esta é a magia celebrada hoje à noite... Uma noite em que palavras se transformam em pontes, que unem pessoas que estão fisicamente distantes, mas que sonham o mesmo sonho repleto de letras, que a todos aproximam em um grande abraço.
Muito obrigado!

André Kondo (São Paulo, 08/11/2012)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Quando perder é ganhar.

Há cinco dias, tive uma grande alegria. Um escritor estreante ganhou o Prêmio Jabuti! Uma de minhas obras também foi inscrita no prêmio e perdeu de longe! Então, se eu perdi, por que eu deveria comemorar a vitória de outra pessoa?


Oscar Nakasato e eu, durante a cerimônia do Prêmio Bunkyo de Literatura.


Durante vários dias, fiquei falando entusiasmado sobre a vitória de Oscar Nakasato. Comentário: Você está feliz porque ele é japonês como você? Bem, primeiro, não sou japonês, sou brasileiro, rs. Mas tudo bem.  Outros comentaram que a vitória foi injusta. De fato, li várias coisas sobre o misterioso jurado "C" que atribuiu notas absurdamente baixas aos favoritos a vencer o prêmio, dentre eles, a atual presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, o que levou Nakasato à vitória.

Adoro os livros de Ana Maria Machado! Creio que muitas pessoas aprenderam a gostar de literatura com um de seus livros. Não li a sua obra que estava concorrendo, mas com certeza procurarei ler. Por outro lado, eu li a obra vencedora: Nihonjin. E também daria nota dez! É emocionante! Da mesma forma, acredito que nunca daria uma nota tão baixa a um livro de Ana Maria Machado, mas a questão é que muitos que criticam a vitória de Nakasato sequer leram a sua obra! Neste caso, parece que está em julgamento não o mérito de Oscar, mas o injusto demérito de Ana.

Já fui convidado para ser jurado em alguns concursos. Declinei, porque, para mim, eu cometeria uma "justiça" com a obra vitoriosa, mas cometeria várias "injustiças" com as demais obras que, certamente, também teriam o seu merecimento. Isso porque, infelizmente, a maioria de nós não gosta de perder, rs.
Mas isso não significa que não podemos nos alegrar com a vitória alheia! Por que desmerecer uma vitória, sem sequer conhecer o mérito do vitorioso?

Dois dias após a vitória de Nakasato, tive outra grande alegria. Eu era um dos finalistas do Concurso de Poesias Nhô Bento. Defendi a minha poesia da forma mais intensa que pude. Ergui os braços aos céus, caí de joelhos, fiz com que cada palavra e sentimento do meu poema transbordasse pelo meu corpo, fazendo com que cada gesto vertesse um verso no palco. Porém, não ganhei.
Quem ganhou foi uma garota praticamente estreante que interpretou a poesia sem dar sequer um único passo. Parada, ela apenas movimentou os braços e sequer recitou um único verso durante a sua interpretação. Porém, ela venceu. Ao final da cerimônia, algumas pessoas vieram falar comigo, dizendo que eu merecia ter ganhado. Chegaram a falar em injustiça...

Deveria ficar triste com a minha derrota? Pelo contrário, eu estava feliz pela garota que ganhou! Pode parecer demagogia ou apenas mentira. Mas por que mentiria? A garota que ganhou estava em uma cadeira de rodas. Ela até tinha dificuldades para falar. Mas acredito que não foi porque ela era portadora de necessidades especiais que ela recebeu tratamento especial no julgamento. O fato é que ela subiu ao palco e defendeu o seu poema, assim como eu, da forma mais intensa que pôde. Por isso, para ela, eu daria nota máxima.


Já tive a felicidade de vencer dezenas de prêmios literários. Com certeza, ganhar o Nhô Bento acrescentaria um troféu em minha estante. O que seria bom, mas nunca poderia me acrescentar a alegria que tive ao ver o sorriso daquela garota que venceu. Será que eu perdi ou ganhei com a minha "derrota"?

Eu acredito que quando aprendemos a nos alegrar com a alegria dos outros também, só temos a ganhar, sempre!


Parabéns ao Oscar Nakasato! Parabéns à Jussara Gomes! E também à estreante Thaís Matos Pinheiro e a todos os que participaram deste momento emocionante.






sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Caindo na estrada, para ler a América!

Partir ao fim do inverno hoje e chegar no início do outono amanhã . Parece impossível?

Vou além... É possível viajar apenas com poesia?

Pois eu digo que quando se parte em uma jornada literária, tudo é possível!


Hoje, vou para os Estados Unidos, graças ao Prêmio de Literatura UNIFOR 2012. A premiação incluía além da publicação do livro "Cem pequenas poesias do dia-a-dia", uma passagem para Washington para visitar a Biblioteca do Congresso Nacional.

Que grana vou usar por lá? Claro, o de prêmios literários em... poesia!

Desta forma, parto no inverno, chego no outono, em uma viagem paga pela poesia.

Vou folhear as páginas da América, percorrendo mais de dez mil quilômetros em busca da essência que inspirou grandes escritores como Ernest Hemingway, Salinger, Walt Whitman, Edgar Alan Poe, Jack London, Jack Kerouac, Thoreau, Emerson, Mark Twain...

Com uma passe de ônibus na mão, dormindo na estrada, parto, em busca de um tempo em que todas as estações se passam ao mesmo tempo. O tempo do agora!

Pé na estrada!

Até breve, assim espero.

domingo, 9 de setembro de 2012

Livro de Graça na Praça

Você já viu pessoas felizes em uma fila? E não é que haviam muitas delas ali, esperando para pegar uns rabiscos dos escritores do livro "Belo Horizonte - 24 autores", na praça da Liberdade? 
Não há como descrever isso: autografar milhares de livros. Esse é o sonho de dez entre dez escritores. E eu estava vivendo esse sonho.




Mas o domingo não foi especial apenas por isso. Encontrei vários amigos (Jacqueline, Relva, Fátima, Alexandre)! Como é prazeroso dar um livro a um amigo na praça, em um domingo ensolarado. E como é gostoso ganhar um docinho mineiro (obrigado, Jacqueline Salgado) nessa mesma praça! E como é gostoso abraçar os amigos!

Amigas escritoras de Minas: Jacqueline Salgado, Relva do Egypto e Fátima Soares 

Há quanto tempo você não faz isso? Há quanto tempo não tem o prazer de sentar em um banco na praça para ler um livro, para encontrar os amigos ou simplesmente para curtir o sol? 

Neste domingo, fiz tudo isso... E posso dizer que volto da praça renovado e tão cheio de vida, que sou capaz de enfrentar qualquer fila durante a semana, com um sorriso de domingo no rosto. 











Agradecimentos:

Muito obrigado ao Sr. José Mauro, idealizador e coordenador do projeto Livro de Graça na Praça, que distribui livros há dez anos na Praça da Liberdade, Belo Horizonte-MG. 

Muito obrigado ao FECOMERCIO MINAS - SESC E SENAC-MG, que gentilmente me presentearam com as passagens aéreas, a hospedagem e o transporte em Belo Horizonte. (Obrigado, Cecilia dos Santos Gomes, Sr. Paulo e Érica)

Muito obrigado a todos os escritores, companheiros de mesa de autógrafos. Foi uma grande honra para mim estar entre tantos escritores de renome. 

Muito obrigado a todos os envolvidos neste belíssimo projeto, que não distribui apenas livros, mas sorrisos na praça. 

E claro, muito obrigado ao povo de Belo Horizonte, por me lembrar que ainda há alegria na praça!






Escritores: Affonso Romano de Sant´Anna, André Kondo, Antônio de Faria Lopes, Arthur Vianna, Beatriz de Almeida Magalhães, Carlos Henrique Gomes de Campos, Cícero Christófaro, Cida Chaves, Dagmar Braga, Elza de Moura, Emerson Monteiro, Everaldo Chrispim, Fabiano Salim, Fábio Lucas, Fernando Brant, Fernando Fabbrini, Frei Betto, Hélton Gonçalves de Souza, J. Flávio Vieira, José Bento Teixeira de Salles, José Mauro da Costa, Jussara Queiroz, Olavo Romano e Petrônio de Souza Gonçalves.